Confira outros tópicos da entrevista coletiva de Renato Gaúcho após Vasco 0 x 1 Atlético-MG

Renato diz que Pedrinho está “correndo atrás de dinheiro” para reforçar o Vasco

Mais uma vez o técnico Renato Gaúcho deixou o estádio sob vaias da torcida do Vasco, em São Januário, após uma derrota da equipe. Neste domingo, o time entrou na zona de rebaixamento do Brasileirão ao sofrer um revés, por 1 a 0, para o Atlético-MG, pela 18ª rodada.

— Comigo esse grupo ganhou 19 dos 42 pontos que disputou. É uma campanha muito boa. Infelizmente o Vasco não começou bem o campeonato. Está na zona de rebaixamento com 20 pontos, mas tem três/quatro clubes com 21 pontos, tem clubes com 22, tem clube em nono lugar com três pontos a mais do que a gente. Está muito embolado (…) O campeonato está bastante equilibrado nessa zona, e infelizmente vamos ficar essa folga para a Copa na zona.

— Hoje o Vasco continua na zona, mas apenas um ponto atrás dos que estão fora. Fico triste pela nossa torcida, que deu mais um show hoje, mas tem hora que é preciso algo a mais. Espero que nessa parada todos possam refletir sobre o que fez, o que não fez e o que pode fazer.

O Vasco fez um jogo ruim tecnicamente, com muitos erros e chances desperdiçadas. O descontentamento que pairava na arquibancada durante o jogo explodiu quando a derrota foi sacramentada. Gritos de “time sem vergonha” e vaias ecoaram na arquibancada.

O planejamento para o restante da temporada, a folga durante a Copa e possibilidade de contratações foram temas que mobilizaram a entrevista coletiva. O treinador evitou comentar a chegada de reforços.

— Essas perguntas você tem que fazer para o presidente do clube. Eu converso bastante com o Pedrinho, é uma pessoa que se doa muito ao clube. Eu tenho conversado bastante com ele, da última vez que conversamos nós ficamos 2h em reunião, então eu passo pra ele, passo para o Admar o meu pensamento (…) Eu também entendo a situação do clube, do momento que você também não consegue se mexer muito por causa da falta do dinheiro. E o presidente está correndo atrás quanto a isso.

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Análise do jogo

— O jogo a gente começou bem, não faltou entrega da equipe. Tivemos algumas oportunidades no início do jogo, infelizmente a gente não soube aproveitá-las, e numa bola parada nós tomamos o gol. E aí sabe como é a pressão. Tem que começar a se expor, abrir o time, ir pra dentro do adversário. A gente criou algumas situações, mas infelizmente não conseguiu o gol de empate pra gente tentar reagir e conseguir a vitória. O Atlético também teve poucas oportunidades, mas nas poucas oportunidades, ele fez o gol. Nós tivemos algumas oportunidades, e infelizmente nós não aproveitamos.

Planejamento para o período sem jogos e possibilidade de contratações

— Essas perguntas você tem que fazer para o presidente do clube. Eu converso bastante com o Pedrinho, é uma pessoa que se doa muito ao clube. Eu tenho conversado bastante com ele, da última vez que conversamos nós ficamos 2h em reunião, então eu passo pra ele, passo para o Admar o meu pensamento. Então a gente troca bastante ideias, sempre quero o melhor pra todo mundo, quero sempre o melhor pro Vasco. Então essa pergunta aí você tem que fazer a ele. Eu também entendo a situação do clube, do momento que você também não consegue se mexer muito por causa da falta do dinheiro. E o presidente está correndo atrás quanto a isso. Então vamos aguardar e ver qual vai ser o desfecho dessa negociação que o presidente está fazendo.

Posição de Pedrinho e promessas feitas à comissão técnica

— Tem coisas que tenho que falar diretamente com o presidente. Quando falo que precisam perguntar ao presidente é porque vocês me perguntam sobre contratações. Ninguém contrata sem dinheiro. A única pessoa que pode responder sobre dinheiro é o presidente, é um assunto que foge do treinador. Ele que está dialogando com as pessoas para correr atrás de dinheiro. Com e sem dinheiro são discursos diferentes.

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— São jogadores que fazem parte do grupo. Em primeiro lugar é ver se o presidente consegue fechar o contrato. A partir daí vamos trocar ideias para ver o que pode ser feito. Se não entrar dinheiro, vamos continuar com esse grupo, tentar alguns jogadores na base, milagre eu não posso fazer. Por isso falei que essas perguntas de contratações têm que ser feitas ao presidente.

Controle de carga de jogadores

— Eu falo muitas vezes para esse grupo: na minha época não tinha isso. Eles têm tudo, e eu tiro o couro deles todos os dias. Estão em um grande clube, grande torcida, salário em dia, mordomia total… Se não se entregarem em campo estão na profissão errada. É a geração 2026. É no Brasil todo que acontece isso (controle de carga). Tem clubes com elenco para fazer dois times e poupam jogadores, mas podem poupar porque saem seis e entram meia dúzia. Temos um grupo reduzido. É a geração criada nos últimos anos e não vai mudar. Temos que nos adaptar a isso. Sou um dos últimos que dá no meio deles quase todos os dias para verem a realidade do futebol brasileiro. Falo para conversarem com familiares para entenderem o que foi minha geração e valorizarem o que eles têm hoje. Mas nos outros clubes é a mesma coisa, é o futebol de hoje. Às vezes o treinador se empolga, cobra demais, briga com o jogador, e o treinador está errado.

Metas da temporada

— Procurei executar o planejamento. Disputamos três competições e classificamos na Sul-Americana e na Copa do Brasil. A porcentagem desde que cheguei é boa. O clube que está na nossa frente tem um ponto a mais. Se você pegasse mais um ou dois pontos, o Vasco estaria fora da zona de rebaixamento, mas o Campeonato Brasileiro é cruel. Antes, o Vasco ganhou um ponto de 12 e, desde minha chegada, é só pedalar, pedalar, pedalar e nadar contra a maré. Tem jogo a cada três dias, poupamos jogadores sempre pensando no Brasileiro. Hoje o Vasco continua na zona, mas apenas um ponto atrás dos que estão fora. Fico triste pela nossa torcida, que deu mais um show hoje, mas tem hora que é preciso algo a mais. Espero que nessa parada todos possam refletir sobre o que fez, o que não fez e o que pode fazer.

Brenner e jogadores em baixa

— Sempre converso com todos, dou apoio e procuro corrigir e lapidar todos. Minha parte eu faço. Os jogadores estão treinando, mas tem hora que as coisas não acontecem. Falo para eles que o futebol tem uma palavrinha: vitória. Quando ganha está tudo bem, quando não ganha ninguém presta. Faz parte da nossa cultura. O jogador treina, se entrega, se dedica, quem entra em campo são eles. Fazemos tudo por eles, parte física, técnica, tática, procuramos dar confiança, mas infelizmente o jogador às vezes não está em boa fase.

Piton, Brenner e Saldivia fora do banco

— O Brenner fez um tratamento no joelho, o Piton não se recuperou de dores musculares, e o Saldivia pediu para ficar fora porque estava com um problema particular.

Fonte: ge

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