Brenner completa três meses no Rio de Janeiro nesta quinta-feira. O retorno ao futebol brasileiro para fechar com o Vasco é carregado de novidades: apesar de formado no São Paulo e com passagem pelo Fluminense, o atacante encarou boa parte da carreira no país com as arquibancadas fechadas por causa da pandemia.
Nos Estados Unidos, onde atuou nos últimos anos pelo Cincinnati, a relação entre pressão, torcida e jogadores é diferente. Mas ele garante que encara esse novo frio na barriga de uma maneira boa.
— A parte que mais me marcou foi positiva mesmo: o calor da torcida. Todo mundo vindo falar, chamando na rua, mandando mensagem. Antes de jogar fora do Brasil, eu estava jogando com os estádios mais vazios por causa da pandemia. Depois, lá fora, a relação é diferente. A torcida do Vasco é uma coisa muito marcante. Os vascaínos lotam o estádio sempre, cobram que a gente seja representante deles dentro do campo. O resultado nós nem sempre controlamos, mas a dedicação tem que ser a máxima. A torcida sente isso, apoia de maneira apaixonada e cobra se não percebe a entrega total do time em algum momento – afirmou ao ge.
O atacante ainda vive o começo da sua trajetória no clube carioca: são 15 jogos. Após começo de altos e baixos, ele vem de sequência de gol e assistência nos últimos três jogos.
— Eu percebo que a torcida do Vasco quer se sentir representada dentro do campo. Cobrança é normal e jamais vou me omitir de qualquer situação, seja numa vitória, fazendo gol, ou num resultado ruim. Existe sempre a outra equipe e não temos como dizer que vamos vencer essa ou aquela partida, mas precisamos garantir que vontade, dedicação e raça não vai faltar. O torcedor percebe isso e depende da gente ter a arquibancada do lado, cantando e pressionando o adversário, como eles sabem fazer tão bem – declarou.
O atacante chegou ao Vasco no começo do ano muito por indicação de Fernando Diniz — contando, claro, também com aprovação da diretoria do clube. O treinador foi demitido em fevereiro após uma série de resultados negativos e próximo compromisso será contra o Corithians, atualmente comandado por… Diniz.
— Minha relação com o Diniz continua ótima. É um cara que sabe o caminho para tirar o melhor do jogador. É um cara muito próximo. Renato (Gaúcho) chegou e apontou como ele gosta que as coisas sejam feitas, nos treinos e nos jogos. Ele confia no jogador e lembra sempre da responsabilidade que cada um tem para o coletivo sair vencedor. A relação tem sido boa e, como os resultados positivos vindo, acaba tendo um pouco mais de tranquilidade para trabalhar o dia a dia. Futebol é assim – finalizou.
Fonte: ge




