Contra-ataques voltam a ser dor de cabeça para o Vasco

A derrota do Vasco para o Internacional, por 4 a 1, no último sábado (16), foi uma noite para esquecer, não só pela goleada, mas também pelo reaparecimento de uma fragilidade antiga do Cruz-Maltino: os contra-ataques. Dos quatro gols sofridos, dois partiram de escapadas em velocidade da equipe adversária.

O primeiro gol do jogo saiu no primeiro tempo, com uma cavadinha de Carbonero, que foi lançado em velocidade nas costas da defesa vascaína e não perdoou Léo Jardim. Já na etapa final, Bernabei voltou a explorar a vulnerabilidade do setor defensivo com uma jogada rápida e bem trabalhada, de pé em pé, com assistência do próprio Carbonero.

O Vasco sofria com os contra-golpes em velocidade sob comando do técnico anterior, Fernando Diniz, que costumava adotar linhas de defesa mais altas, o que tendia a deixar o time mais exposto. O gol do vice-campeonato da Copa do Brasil de 2025, por exemplo, partiu justamente de um contra-ataque do Corinthians na partida de volta, no Maracanã, para selar o 2 a 1 no placar.

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Agora com Renato Gaúcho, a fraqueza que parecia ter sido contornada voltou a aparecer. Em partes, é possível colocar os diversos desfalques — Thiago Mendes, Cuiabano e Paulo Henrique, no setor — e a “falta de atenção” do time, observada pelo treinador, como fatores importantes ao avaliar a recomposição defensiva abaixo do esperado.

Além disso, claro, vale considerar a eficiência do Inter no quesito, adotado como parte importante da proposta de jogo da equipe, principalmente com a velocidade do colombiano Carbonero, que contribuiu com dois gols e uma assistência na partida. Mas, de qualquer maneira, os gols sofridos em contra-ataques na derrota deste sábado (16) já foram o suficiente para ligar um alerta na comissão técnica cruz-maltina.

Fonte: O Dia

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